
Para além de um número elevado de mortos, há milhares de pessoas feridas, resultante dos fortes terremotos que abalaram Myanmar. Para responder às necessidades imediatas de saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) forneceu quase 3 toneladas de suprimentos médicos para hospitais mais afetadas nas regiões, como Nay Pyi Taw e Mandalay.
Os suprimentos médicos, incluiem kits de trauma e tendas multiuso, que já chegaram ao hospital com 1.000 leitos em Nay Pyi Taw e em breve chegarão ao Hospital Geral de Mandalay, os dois principais hospitais que tratam os feridos nessas áreas afetadas.
A OMS consegui enviar os suprimentos partir do stock de emergência em Yangon para as áreas afetadas pelo terremoto, dentro das 24 horas após dois fortes terremotos de magnitude 7,7 e 6,4 atingirem o centro de Myanmar na sexta-feira, 18 de março.
A OMS anunciou que as operações de resgate estão em andamento, nomeadamente em Bago, Magway, Mandalay, Nay Pyi Taw, Shan South e East e Sagaing que estão entre os mais atingidos.
“Os hospitais estão sobrecarregados com milhares de feridos que precisam de cuidados médicos”, indicou a OMS, e lembrou que “há uma enorme necessidade de cuidados cirúrgicos e de trauma, suprimentos para transfusão de sangue, anestésicos, medicamentos essenciais, gestão de causalidade em massa, água potável e saneamento, saúde mental e apoio psicossocial, entre outros.”
“Os suprimentos que chegaram aos hospitais incluíam tendas multiuso para também criar espaço para o número crescente de feridos; e kits de trauma para tratar ferimentos graves e fraturas”, referiu a OMS.
Agora, a OMS referiu que “está a preparar o segundo envio de kits de emergência de saúde interinstitucionais para amanhã de manhã, em que cada kit contém suprimentos para tratar 10.000 pessoas durante três meses.”
A OMS também está a fornecer apoio operacional às equipes de resposta rápida enviadas aos hospitais das áreas afetadas. E estão em andamento preparativos para que a OMS e parceiros implementem uma rápida avaliação de necessidades para entender melhor as lacunas nas áreas afetadas de forma a uma resposta personalizada.
A OMS referiu que “a escala de mortes, ferimentos e danos às instalações de saúde ainda não é totalmente compreendida”. No entanto, é provável que o número de vítimas seja maior nas áreas urbanas de Mandalay, Sagaing e Nay Pyi Taw, onde os terremotos causaram destruição em larga escala em estruturas e edifícios.
Entretanto, a OMS referiu que relatos iniciais apontam que em Nay Pyi Taw algumas instalações de saúde públicas e privadas, incluindo uma grande policlínica, foram danificadas. Mas as informações de Sagaing são limitadas, dado que a energia elétrica e as comunicações estão amplamente interrompidas.
A OMS indicou que a situação em Myanmar é preocupante em presença da enorme procura por assistência médica já frágil em áreas atingidas por conflitos. Antes desses terremotos, estimava-se que 12,9 milhões de pessoas precisariam de intervenções humanitárias de saúde em Myanmar em 2025.