Eurodeputados querem Ucrânia numa posição militar forte

Eurodeputados querem Ucrânia numa posição militar forte
Eurodeputados querem Ucrânia numa posição militar forte. Foto: © UE

Numa declaração conjunta, eurodeputados enfatizam que a arquitetura de segurança da Europa não pode ser discutida sem o envolvimento ativo da União Europeia (UE), incluindo os Estados-membros.

Os eurodeputados afirmam que tomaram nota das declarações e desenvolvimentos recentes, que ocorreram “na Arábia Saudita entre representantes dos Estados Unidos da América e da Federação Russa”, pelo que consideram “que nenhuma paz na Ucrânia pode ser negociada sem a participação total da liderança democraticamente eleita da Ucrânia e o apoio do povo.”

“Qualquer acordo que exclua a Ucrânia ou enfraqueça suas aspirações legítimas não será justo nem viável”, afirmam os eurodeputados, e indicam que “a arquitetura de segurança da Europa não pode ser discutida sem o envolvimento ativo da UE e dos seus Estados-Membros.”

Os eurodeputados lembram que “o apoio financeiro fornecido pela UE e os Estados-Membros à Ucrânia excede o de qualquer outro país, refletindo o compromisso inigualável da União com a defesa e resiliência da Ucrânia e, consequentemente, com a segurança da Europa. O papel da UE em quaisquer negociações que impactem a segurança da Europa deve, portanto, ser compatível com seu peso político e económico.”

“Os últimos desenvolvimentos políticos mostram claramente que a UE e os Estados-Membros infelizmente não podem confiar totalmente no Governo dos Estados Unidos para defender nossos valores e interesses compartilhados, mas devem tomar a sua defesa e segurança nas próprias mãos”, afirmam os eurodeputados.

Os eurodeputados acrescentam que são necessárias “medidas urgentes para aumentar e agilizar os gastos militares”, nomeadamente “as aplicáveis ​​a circunstâncias excecionais”, que “devem ser empregadas para melhorar as capacidades de dissuasão e a autonomia estratégica da UE.”

Para os eurodeputados o momento é crucial e “exige que todos os líderes europeus enfrentem esta nova realidade e mostrem liderança, visão e determinação”, dado que é necessário “reafirmar o firme compromisso da UE com a independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia”, e deve ser considerado que “a guerra de agressão ilegal, não provocada e injustificada da Rússia contra a Ucrânia representa uma ameaça à segurança europeia que cresce a cada dia, e qualquer acordo em termos ditados pela Rússia representará uma bomba-relógio para a segurança da UE e seus estados-membros.”

Neste contexto, os eurodeputados, consideram “da maior urgência que, juntamente com nossos parceiros e aliados com ideias semelhantes, coloquemos a Ucrânia na posição militar mais forte possível.”

Para os eurodeputados “não há tempo a perder” e por isso apelam “aos líderes europeus para que adotem urgentemente medidas políticas, de segurança e financeiras ousadas, corajosas e abrangentes para garantir que o futuro da Europa seja moldado na Europa.”

Do conjunto de eurodeputados envolvidos na declaração estão o presidente da Comissão de Relações Exteriores, David McAllister (PPE, Alemanha), o presidente da delegação à Comissão de Associação Parlamentar UE-Ucrânia, Pekka Toveri (PPE, Finlândia), o presidente da delegação para as relações com os EUA, Brando Benifei (S&D, Itália), o presidente da delegação à Comissão de Cooperação Parlamentar UE-Rússia, Ville Niinistö (Verdes/EFA, Finlândia), o relator permanente da Comissão de Relações Exteriores para a Ucrânia, Michael Gahler (PPE, Alemanha), o relator permanente da Comissão de Relações Exteriores para os EUA, Michał Szczerba (PPE, Polônia) e a relatora permanente da Comissão de Relações Exteriores para a Rússia, Sandra Kalniete (PPE, Letônia).